Calvície e genética: tudo o que você precisa descobrir

É comum que os filhos herdem dos pais características físicas e comportamentais. Além do formato do rosto, da cor dos olhos ou do jeito de falar, a genética também é responsável por boa parte das doenças e outras situações. A calvície é uma das coisas que pode ser sim influenciada pela genética mas há variações. Para discutir sobre o assunto, separamos algumas coisas que você precisa descobrir!

Os genes influenciam sim, mas depende!

Calvície e queda de cabelo são coisas que preocupam, mas acontecem em condições diferentes. Quando se pensa na calvície (avançada, precoce ou leve), a herança genética é um fator muito importante! E não são só os genes do pai e da mãe que ajudam neste processo, considerando que o dos avós também contribui. Não existe uma regra para todos os genes, mas nos homens por exemplo, a calvície é causada por uma uma substância conhecida por DHT que afina os fios. Segundo pesquisadores, se o pai ou a mãe tem calvície, há 50% de chance do filho ter também. Se os dois sofrem com o problema, há 75% de influência.

Neste contexto, além de observar os possíveis sinais de calvície, é possível descobrir as probabilidades com a análise do histórico familiar e exames como o de taxa de hormônios masculinos. Apesar da probabilidade ser alta, vale destacar que nem sempre os filhos herdam a calvície dos pais ou avós, pois é possível que não seja desenvolvida ou exista por outros motivos.

Cura, tratamento e opções

Muitas pessoas se perguntam se a calvície genética tem cura. Ainda há controvérsias, mas a ciência está avançando bastante nesse assunto. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido revelaram no início de 2017 que há 287 regiões do DNA que envolvem esta condição.

Para este estudo foram selecionados dados genômicos de 52 mil homens. Ainda não é possível analisar individualmente caso a caso, mas a calvície masculina tem maiores chances de acontecer pelo cromossomo X que os homens herdam da mãe, por exemplo.

Como a Alopécia Androgenética é determinada pelo perfil genético, a tendência é que ela permaneça com a pessoa, mas transplantes e tratamentos podem minimizar, interromper e em alguns casos prevenir a perda dos cabelos.

Em casos de calvície avançada, a técnica magna é um sucesso em 80% dos casos. Outras opções como o FUT e o FUE também podem se encaixar neste caso.

O mais importante é identificar o problema, iniciar o tratamento e persistir para que os resultados sejam alcançados.

Há quem prefira medicamentos e outras alternativas e tratar o problema dessa forma também é possível, embora possam existir efeitos colaterais.

Antes de decidir qual é a melhor opção para você, vale refletir e buscar ajuda, entendendo o grau da calvície e as particularidades.

Ninguém da família é calvo, posso ter calvície?

Sim! Lá no início do artigo, falamos sobre como a genética ajuda mas não determina 100% dos casos. Como são muitos genes que envolvem essa condição, outros fatores genéticos e ambientais contribuem para a calvície também não acontecer.

Há um gene chamado AR por exemplo que fica perto do cromossomo X as alterações são curiosas. Muitas pessoas são calvas sem que os pais tenham qualquer falha capilar e este fenômeno é conhecido como penetrância incompleta. Na prática, a pessoa tem os genes, mas não apresenta os sintomas.

Cerca de 77% de pessoas com essas alterações no gene AR não apresentam nenhum sinal de calvície.

Outra coisa que vale destacar é que mesmo que as condições genéticas sejam muito influentes nos casos de calvície, cada pessoa pode apresentar essa condição de forma diferente. Alguns mais, outros menos. Muitos de forma precoce, a partir dos 17 anos ou mais tarde. O fato é que a calvície está aí, tanto no universo feminino e masculino e as opções para amenizar o problema existem mas precisam ser compatíveis com cada situação!

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