FUE, o Transplante Capilar Fio a Fio

A técnica de transplante capilar fio a fio nos últimos 15 anos ganhou cada vez mais espaço, sendo que em 2015 praticamente se igualou ao transplante capilar FUT em número de procedimentos.
Segundo os relatos foi realizada pela primeira vez no Japão em 1988 por Masumi Inaba, com uma agulha de 1mm, mas começou a ser realizada mais amplamente como técnica de Transplante Capilar em 1989.
O transplante Capilar Fio a Fio veio se consolidando como uma das principais técnicas de transplante de cabelo a partir do momento que resultados de excelentes qualidades começaram a surgir com o treinamento e experiência acumulada por aqueles cirurgiões que começaram a praticá-la. Esta técnica de transplante capilar , diferentemente do FUT ou Strip Harvesting, demanda grande prática, e quanto menor o tempo de experiência e o número de casos realizados pelo cirurgião, maior são os índices de transecção, que são a quantidade de fios danificados durante a extração pelo cirurgião e que não irão gerar um fio de cabelo novo quando transplantados. Transplantes capilares realizados por cirurgiões com um bom grau de experiência e de habilidade devem ter índices de transecção abaixo dos 10%.
A experiência e critério do cirurgião em avaliar um candidato para saber se o mesmo obterá um bom resultado ao utilizar a técnica fio a fio, são de extrema importância para um transplante capilar bem-sucedido. Em alguns casos é necessário que o cirurgião realize o teste FOX, que consiste na extração de 100 unidades foliculares, avaliando o grau de dificuldade em extraí-las e quantas unidades foliculares são extraídas intactas, antes de realizar o transplante capilar principal, dependendo dos resultados, o cirurgião pode desaconselhar a utilização da técnica fio a fio, e indicar a técnica FUT.

Segundo o Dr. Thiago Bianco Leal, que foi um dos pioneiros a realizar a técnica no Brasil, e que acumulou grande experiência ao longo dos anos na técnica FUE, a mesma demanda precisão, paciência e um número grande de casos realizados complementa, que toda a equipe tem que estar em sintonia, e a busca por índices de transecção os mais próximos de zero, tem que ser o objetivo a cada cirurgia.
Por tratar-se de uma cirurgia às cegas, pois o cirurgião não enxerga as unidades abaixo do couro cabeludo, quanto mais procedimentos o cirurgião realiza, mais prática ele terá em detectar qual o ângulo correto que deverá realizar a incisão, para extrair o folículo intacto.

transplante de barbatransplante capilar